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CACHORROS SÃO RETIRADOS DE IMÓVEL EM QUE ERAM MALTRATADOS NA BAHIA

Um oficial de Justiça retirou, por volta das 16h desta terça-feira (10), dois cachorros que sofriam maus-tratos de uma moradora do bairro Pau da Lima, em Salvador, de acordo com as denúncias de vizinhos.
Segundo a advogada Ana Rita Tavares, que atua em defesa dos animais na ONG Terra Verde Viva, no imóvel foram encontrados dois cachorros sem raça. Um terceiro animal da raça poodle foi retirado do local pelo marido da suspeita na tarde de segunda-feira (9), informou a advogada.
A suspeita de agredir os animais não estava em casa no momento do cumprimento do mandado de busca e apreensão e, por isso, o oficial de Justiça precisou arrombar três cadeados para ter acesso ao imóvel. A ordem é da juíza Maria do Carmo Caribé, da 16ª Vara Cível, com base na concessão da liminar pelo juiz Agemiro de Azevedo Dutra, durante o plantão judiciário no fim de semana.
Até segunda ordem, os animais estão sob posse da ONG Terra Verde Viva, que deu entrada no pedido junto à Justiça, através da advogada Ana Rita Tavares. Ela conta que os cachorros devem ser levados para uma clínica veterinária no bairro de Itapuã. A advogada relatou que os animais estavam bastante debilitados e um deles está aparentemente com uma doença que provoca carrapatos.
"O oficial de Justiça deveria ter cumprido a ordem de busca e apreensão e retirado os cachorros de lá, mesmo tendo que arrombar a porta. É uma questão de sensibilidade. Ele não deveria ter interpretado a liminar desse jeito, e sim cumprido porque está implícito que se era para tirar o cachorro, tinha que entrar na casa. Aquela liminar de busca e apreensão está valendo e eu estou ordenando outro oficial de Justiça para cumpri-la", afirmou a juíza Maria do Carmo Caribé.
Na tarde de segunda-feira (9), a determinação do juiz não foi cumprida porque a residência estava fechada e o oficial de Justiça designado para a função alegou que não estava escrito na liminar a ordem de arrombamento.

Entenda o caso
A dona dos animais foi filmada por uma vizinha usando uma vassoura para agredir um dos cachorros que cria em casa. Segundo vizinhos, a dona dos animais não foi mais vista desde a veiculação na imprensa do vídeo postado inicialmente no site You Tube. "Dois homens estiveram aqui ontem [segunda-feira] à noite e levaram um dos cachorros. A mulher não veio. Hoje de manhã, eu já dei ração aos cachorros, mas não posso tirá-los de lá. Sempre foi muito difícil aguentar gritos de misericórdia de um bichinho indefeso", relata um dos vizinhos.
A vizinha que fez as imagens da agressão a um dos cachorros que vive na casa prefere não se identificar e diz que as agressões aos animais são constantes na residência. Ela postou o vídeo no You Tube com o título "A Bruxa dos Cachorros".
A mulher disse que um caso de espancamento ocasionou a morte de um cachorro. "Teve um cachorro que ela batia muito. Ele desmaiava direto e, um dia, ela passou com ele dentro de um saco plástico e deu fim. Da última vez, o marido tirou ela em cima do animal e eu pensei: ' a partir de hoje esse cachorro não vai mais apanhar'. Filmei, botei no Youtube e compartilhei com meus amigos no Facebook. Pedia para comentarem e compartilharem. Até que em três dias já tem mais de três mil acessos", afirma.
No vídeo, enquanto o animal grita, a mulher diz: "Saí para lá, sai para lá, não venha para cá não! Dá vontade de chegar e matar mesmo, sem pena! (...) Matei mesmo, mandei puxar os olhos, sem pena, sem dó nem piedade.(...) E além disso vai ficar com fome o dia todo! E você vai lembrar o por que ficou com fome. Quando você ver os outros comer e você sem comer. Você vai lembrar direitinho: por que será que ela não me deu comida? E vai refletir! (...)".
"Ela deixa os cachorros com fome para não precisar limpar. Uma vez ela criou um gato lindo, mas espancava, jogava água nele e colocava ele para fora. Mas ele sempre voltava. Até que um dia ele sumiu. Acho que morreu. Tudo que ela tem de problema desconta nos cachorros", comenta a autora do vídeo.
A advogada Ana Rita Tavares soube da agressão no sábado (7), após receber um e-mail de uma colega. Ela registrou o caso na 10ª Delegacia de Pau da Lima. Uma audiência foi marcada para o dia 10 de abril, quando a suspeita deve ser ouvida.

Fonte: G1

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