Pular para o conteúdo principal

Cão segue dono até hospital, homem morre e bicho fica dias na porta até ser resgatado

Cachorro, que foi rebatizado Antonio por sua salvadora, recusou-se a sair de entrada do hospital na esperança de reencontrar seu dono em Osasco, na Grande São Paulo

Cão segue dono até hospital e permanece no local após sua morte
(Foto: Reprodução/Facebook)
Pouco se sabe sobre a vida de um morador de Osasco (SP) que faleceu há 13 dias no pronto socorro Dr. Corado Cesarino Nuvolini, mais conhecido como Santo Antonio, localizado na mesma cidade na Grande São Paulo. Sem família ou amigos, sua morte passaria despercebida se não fosse pela presença do cão que o acompanhou em seus últimos momentos.

José Ricardo, de 60 anos, chegou ao atendimento de urgência no domingo, 20 de julho, em uma ambulância, seguida pelo animal da raça boxer. A cena foi testemunhada por funcionários da emergência. Lá, o homem ficou internado por três dias antes de morrer. Antonio, como foi batizado o pet, permaneceu todo esse tempo do lado de fora do pronto socorro aguardando a volta do dono. Mesmo com o passar dos dias, o cão não ameaçou deixar o local.

“Cada um que saía [do carro de resgate] ele ia cheirar para ver se era o Ricardo”, contou a diretora administrativa do pronto socorro, Cleide Morales, 58. O animal era a única companhia do homem, cuja causa da morte não foi informada.

A permanência do cão chamou a atenção de outros pacientes que procuravam ajuda médica no local, como Jonas Sapata, 32. “Perguntamos aos funcionários sobre o animal e eles nos contaram o que aconteceu. Então decidi fotografar e fazer a divulgação no Facebook para ver se alguém se compadecia”, disse.

O cachorro, que agora se chama Antonio, na porta do Pronto Socorro
(Foto: Reprodução/Facebook)
Sapata também teve a ideia de conversar com uma professora, chamada Beatriz Silva, que ajuda animais abandonados. Mas a história já havia chegado aos seus ouvidos."Recebi o pedido de um enfermeiro no domingo as 23h. À meia noite fui buscá-lo", contou. "O levei a um abrigo temporário e depois ao veterinário para saber sobre sua saúde", disse.


As notícias não foram nada animadoras. Beatriz descobriu que o velho companheiro de Ricardo estava bastante doente. "Ele tem câncer", lamentou. Antonio teve que passar por uma cirurgia para retirar dois tumores. O custo do procedimento, avaliado em R$ 540, foi bancado por ela mesma e contou com ajuda de doações.

Antonio passa bem e assim que se recuperar totalmente será entregue para adoção. “Já temos candidatos”, afirmou a professora. Ela explicou que fará uma entrevista com os interessados para garantir que o cão seja bem tratado pela família que o acolher. Além disso, terão que assinar um termo em que se comprometem com o bem estar do animal.

Fonte: Marie Claire

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

'A FAZENDA' THIAGO GAGLIASSO VOLTA A BATER NAS CABRAS - OUTRA PUNIÇÃO

Abaixo trechos onde fica explícito o desprezo, o abuso e o desrespeito pelos animais. Olha uma de suas frases:
- não posso te agredir, mas, posso te agredir verbalmente....
No final da votação, debochando, ele se dirige "aos criadores de cabra" pedindo desculpas e avisa que amanhã teria uma reunião com todas elas.
O diretor do programa disse, em entrevista, que agressão aos animais daria expulsão. O que falta além da confissão do tal participante? Será que é porque o Thiago já veio marcado para ganhar por ser cunhado do auditor do referido programa? Quem falou foi ele mesmo, gente!

Fonte: O Grito do Bicho
Voltar ao Blog do Orion de Sá

ERGONOMIA - CADEIRA DE RODAS PARA CÃES AMIGO

Nir Shalom, um designer industrial israelense, criou esse cadeira de rodas que permite que o cão tenha mais liberdade em seus movimentos, além de mais conforto. Apresentada no mês passado em Milão. A cadeira se encaixa no quadril do cão e permite que ele consiga se deitar, correr e sentar.
Voltar ao Blog do Orion de Sá

DIGA NÃO A LEGALIZAÇÃO DA CAÇA! DIGA NÃO AO RETROCESSO!

Recentemente estamos vivendo no nosso país uma série de retrocessos, que vão contra toda a luta pelos direitos dos animais até hoje. Proibida desde 1967, a caça de animais silvestres na verdade, nunca deixou de existir no Brasil e esse é um dos principais fatores que levam à extinção de várias espécies ameaçadas. Mas um projeto tramita na Câmara dos Deputados prevê a regulamentação do exercício de caça no país. Trata-se do Projeto de Lei 6268/16 de autoria do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), membro da bancada ruralista. O projeto anula a Lei de Proteção à Fauna (Lei 5.197/67), que proíbe o exercício da caça profissional. Defensores do projeto de lei justificam que é preciso conter algumas espécies, pois são consideradas invasoras e oferecem perigos ao ecossistema. O projeto de lei também retira da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98) o agravamento até o triplo da pena de detenção de seis meses a um ano, e multa, por matar, perseguir, caçar, apanhar ou utilizar animais sem licenç…