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Mobilização contra maus-tratos a animais afeta lucro do SeaWorld

Frequência em parques aquáticos caiu após debate sobre orcas em cativeiro

O lucro do SeaWorld foi afetado pela campanha contra o parque aquático realizada com apoio da ONG Pessoas pelo Tratamento Ético de Animais (PETA, na sigla em inglês), revelou nesta quarta-feira o “Wall Street Journal”. Segundo o jornal de finanças americano, o SeaWorld registrou um resultado desapontador no segundo trimestre e reduziu sua previsão de lucro para este ano, afirmando que o recente debate na mídia sobre a forma como trata suas 23 orcas cativas afetou o fluxo de visitantes em seus parques.

A orca Tilikum retratada no documentário “Blackfish”: a Tilikum atacou
e matou uma treinadora em 2010. Caso ampliou debate sobre maus
tratos a animais - GABRIELA COWPERTHWAITE / NYT
“A companhia crê que a frequência no trimestre foi afetada por pressões relacionadas à atenção da mídia em relação à proposta de mudança da legislação no estado da Califórnia”, afirmou a companhia em uma nota, ao anunciar seus resultados nesta quarta-feira. As ações da SeaWorld chegaram a cair mais de 30% com a divulgação dos resultados trimestrais.

Segundo o balanço da empresa, o SeaWorld registrou um lucro no segundo trimestre de US$ 37,3 milhões, ou US$ 0,43 por ação, resultado que se compara a um prejuízo de US$ 15,9 milhões no mesmo período do ano passado. A receita do grupo caiu 1,5%, para US$ 405,2 milhões. Os analistas haviam projetado um lucro de US$ 0,59 por ação e receita de US$ 445 milhões, segundo a agência Thomson Reuters.

DEBATE SOBRE LEGISLAÇÃO

Dois deputados da Califórnia na Câmara dos Representantes propuseram um estudo federal sobre o impacto da manutenção em cativeiro grandes mamíferos marinhos. Eles citam “sérias preocupações com relação a danos psicológicos e físicos” às orcas em cativeiro. A iniciativa ocorre num momento em que a SeaWorld enfrenta pressões e protestos sobre a forma como trata suas orcas cativas, também chamadas de “baleias assassinas”.

A mobilização a favor do fim do uso desses animais como atração para os parques temáticos cresceu em 2013, após o lançamento do documentário “Blackfish”, que expõe as práticas do SeaWorld, após a morte de uma treinadora de animais, que inspiraram a controvérsia na mídia americana. O SeaWorld, por sua vez, mantém a defesa de suas práticas, afirmando que considera sua maior prioridade o bem-estar dos animais.

Apesar disso, o debate parece ter afetado os resultados financeiros do SeaWorld. A companhia anunciou que prevê uma queda de 6% a 7% de sua receita este ano. A companhia acrescentou que vai cortar custos para estimular o crescimento, à medida que vê a continuidade da tendência de uma receita menor. O grupo informou ainda que pretende reinvestir a poupança gerada pelos cortes em novas atrações em seus parques. A frequência total neste ano até 30 de junho caiu 4,3%. O SeaWorld também anunciou um novo programa de recompra de ações avaliado em US$ 250 milhões.

A companhia informou ainda que a frequência em seus parques cresceu 0,3% no segundo trimestre na comparação com o mesmo período de 2013. Em geral, a receita anual do grupo é puxada por seus resultados nos segundo e terceiro trimestres. O diretor executivo, Jim Atchison, afirmou que a baixa frequência nos parques aquáticos parcialmente apaga os benefícios de uma mudança na Páscoa e condições climáticas favoráveis.

— Estamos felizes em anunciar um crescimento na frequência no trimestre, apesar dos desavios do setor e um ambiente competitivo, além de uma dura comparação com o mesmo trimestre do ano passado — disse ele.

Fonte: O Globo

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