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Ong apura possível omissão de socorro em caso de cavalo atropelado na BR-040 em Petrópolis, RJ

Foto: Alexandre Carius
O caso do cavalo atropelado no km-82 da pista de subida da Br-040, na segunda-feira, é analisado pela Ong AnimaVida, que apura uma possível omissão de socorro por parte da concessionária responsável pela administração do trecho da rodovia federal – Concer, o que configuraria um caso de maus tratos, o que é crime ambiental. Segundo levantamento da Ong, o animal pode ter passado mais de 12 horas agonizando no local do acidente.

O cavalo, que pode ter sido atingido por algum veículo, sofreu uma fratura em uma das patas e teve de ser sacrificado. Isso, porém, aconteceu apenas por volta de meio dia. Na segunda-feira, nossa equipe de reportagem esteve no local do acidente e encontrou um casal de moradores que, desde às 7h da manhã cuidava do animal, enquanto aguardava por socorro, pelo atendimento de um veterinário. No entanto, o sofrimento do cavalo pode ter sido ainda mais longo. “A Ong recebeu relatos de motoristas, que passaram pelo trecho, de que ele estava ali pelo menos desde de meia noite, quando teria ocorrido o atropelamento. Se for o caso, houve uma omissão de socorro grave por parte da concessionária”, revela a coordenadora de atividades do Anima Vida, Ana Cristina Ribeiro.

Segundo a coordenadora da Ong, foi feito contato com a Concer, em busca de esclarecimentos sobre o caso, mas ela teria sido informada que não havia registro do acidente na concessionária. “Disseram que assim que tomaram conhecimento do caso, só ao longo da manhã de segunda-feira, acionaram o núcleo do bem estar animal. No entanto, o núcleo só foi acionado por volta de meio dia. É o caso de apurarmos qual foi o intervalo de tempo que esse animal passou agonizando na rodovia e, se confirmado que o acidente aconteceu à noite e lhe foi negado socorro, é o caso de buscar as medidas legais para responsabilizar a Concer”, explica Ana Cristina, que ainda pede ajuda das pessoas que testemunharam o caso. “Precisamos formalizar a denúncia e para tanto é importante que liguem para a Ong (2222-2085) e relatem o que viram. Mesmo fora do horário comercial é possível deixar a mensagem e o telefone de contato que nós retornamos”, pede.

Ainda de acordo com Ana, é necessário promover o debate junto à concessionária, que segundo ela não estaria preparada para este tipo de situação. “A Concer não tem nenhum tipo de trabalho voltado para atendimento de animais atropelados, nem profissionais preparados para atendê-los. Existem duas ações do Inea em relação ao atropelamento de fauna silvestre, mas existe ainda a necessidade de criação de medidas para casos em que as vítimas são animais domésticos, até porque a rodovia corta comunidades”, salienta.

A coordenadora da Ong ainda destaca que o caso é mais um exemplo da necessidade de políticas públicas para controle da população de animais na cidade, além da maior fiscalização. “Hoje se cria cavalo em Petrópolis como se cria galinha. A pessoa mesmo sem ter espaço adequado cria o animal em via pública, o expondo a situações como a de ontem e as pessoas ao risco. E se alguém tivesse morrido na colisão contra o animal?”, questiona.

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