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Ongs registram desaparecimento de animais abandonados em Petrópolis, RJ

As organizações de proteção aos animais estão preocupadas com a questão das castrações na cidade. O motivo é que a prefeitura suspendeu em março do ano passado o convênio que garantia 250 procedimentos por mês para cães e gatos.
Animais de rua não são vilões, são vítimas de uma sociedade que
não os valoriza (Foto: Internet)
Atualmente, existem cerca de 15 mil animais na rua.

Carlos Eduardo Pereira do Grupo de Assistência e Proteção aos Animais e ao Meio Ambiente (GAPA-MA), lembrou que foi enquadrado no convênio em agosto de 2006. “Na época recebíamos R$ 2.267,00 por mês e fazíamos, aproximadamente, 25 castrações por mês. Durante 60 dias ficamos aguardando uma definição sobre a renovação do convênio e mantivemos o cadastramento nas feiras de adoções. Nossa fila era de 225 pessoas. Interrompemos o trabalho, uma vez que nossos recursos são insuficientes”, lamentou.

Só o GAPA realizou em 7 anos 3.409 castrações. Só por meio do convênio com a prefeitura foram 1.965. Em 2010, ele contou que foram 360 animais castrados e, em 2013, de janeiro até março, foram 78.

No mês passado, ele disse que aconteceu uma reunião no Ministério Público, que contou com a participação do secretário de Saúde do município André Pombo. Thaís Maria Kapps, da Sociedade Petropolitana de Proteção dos Animais (SPPA), participou da reunião e disse que ficou decidido que haveria uma licitação e que o edital seria elaborado e assim que fosse finalizado poderia ser consultado pelas Ongs, que até agora não foram chamadas.

Carlos ressaltou que existe uma verba prevista para esse tipo de ação dentro da Vigilância Sanitária e falou sobre a falta de expectativa de que o convênio seja retomado ainda neste ano. “Temos encontrado um muro de obstáculos”, disse.

Já Thaís, contou que as castrações que estão sendo feitas com a ajuda da Ong, estão sendo financiadas por rifas, bingos e por meio de contribuintes. “Mas, esta é a mesma verba que usamos para cuidar dos animais acidentados e atropelados”, comentou.

A conta sobre os animais abandonados foi feita por Carlos Eduardo. Segundo ele, existe um animal para cada 7 habitantes. Considerando cerca de 300 mil habitantes na cidade, ele calcula que sejam 48 mil cães e gatos. “Deste número, calculamos que 30% esteja nas ruas, ou seja, são 15 mil animais”, afirmou.

Thaís acrescentou que todo o trabalho realizado durante os 8 anos de convênio (2005 a 2013) estaria sendo colhido agora, se houvesse continuado. “Com esta paralisação, vamos ter que retornar da estaca zero.

No mês de junho, uma reunião com o André Pombo e quatro Ongs de proteção aos animais já havia discutido a situação das castrações na cidade. Na ocasião, as organizações apresentaram uma proposta ao secretário para que a licitação aconteça em partes, como era antes quando havia o convênio. Estiveram presentes na reunião o Gapa Petrópolis, a SPPA e a Cia dos Animais e Proteção Cão Amor.

Segundo Carlos Pereira, a proposta é que sejam feitas 250 castrações por mês, mas sendo dividida uma parte no 1º distrito (50%, que corresponde a 125), e a outra entre o 2º distrito, em Cascatinha (20%) e os demais 30% em Itaipava, Pedro do Rio e Posse.

Ele ressaltou que a divisão é importante, até por uma questão de mobilidade. “É complicado ter apenas 1 clínica veterinária concentrando todas as castrações, porque as pessoas que moram distante não tem como trazer os animais. No ônibus, por exemplo, não pode carregar gato e cachorro. E o objetivo principal desse sistema é atender a população carente”, disse.

O presidente lembrou a atual situação dos animais no município é grave, pois neste tempo, as cadelas já entraram no cio duas vezes e as gatas, quatro vezes. “Isso acarreta em mais animais abandonados nas ruas”, afirmou.

Ongs registram desaparecimento de animais de rua

Outra preocupação das organizações é com relação a quantidade de denúncias sobre o desaparecimento de animais na cidade. Segundo Thaís, elas estão acontecendo desde maio do ano passado e têm se intensificado nos últimos meses. Ela citou casos como os cães que ficavam na escadaria do theatro D. Pedro e no Bosque do Imperador, além disso registrou casos de sumiço de animais no Bingen, Quitandinha, Mosela, Atílio Marotti e Barão do Rio Branco.

Carlos suspeita que eles estejam sendo levados para outras regiões. Thaís disse que as denúncias afirmam que eles são levados por carros modelo Fiorino nas cores brancas e vinho. Quando questionam os responsáveis por capturá-los, eles dizem que vão levar para o abrigo, segundo Thaís. “Não temos abrigo de animais na cidade. Por isso pedimos que as pessoas anotem as placas, fotografem, denunciem e entrem em contato com a gente. Precisamos de provas para tomar as medidas cabíveis”, destacou.

Ela acrescentou ainda que estes cães comunitários se habituam ao lugar onde vivem e levá-los para outra região é sacrificá-los.

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