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Após maus-tratos, pit bull é adotado por família em Aparecida de Goiânia

Cachorro de nome Guardião foi um dos 57 resgatados de antigo canil.
Candidatos a adoção são avaliados antes de receber os animais.

Após maus-tratos, pit bull Guardião foi adotado por
casal (Foto: Rafael Araújo/Arquivo pessoal)
O cão Guardião, um dos 57 pit bulls resgatados após sofrerem maus-tratos em uma chácara de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, foi adotado no sábado (27). Ele é o primeiro a ser entregue a uma pessoa sem ligação com a Associação Recanto dos Pit Bulls, que recebeu os animais após serem retirados do antigo canil sob suspeita de que eram usados em rinhas.

O cachorro viverá agora com a família do consultor de vendas Rafael Vieira Araújo, de 25 anos. Ao G1, ele contou que chegou a mudar de casa para receber melhor o novo integrante familiar. "Quis ter um espaço maior para ele brincar. Hoje ele chegou e já foi muito gostoso, brincou e correu muito pelo espaço”, relata. Rafael diz que desde que soube dos maus tratos sofridos pelo animal, quis dar um "lar tranquilo" ao cão.

Os cachorros estão disponíveis para adoção desde que criador de cães Camilo Godinho Neto, que era acusado de maus-tratos, aceitou um acordo oferecido pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) para evitar que ele fosse julgado pelo crime. Godinho desistiu da guarda dos animais em abril deste ano e eles continuaram no Recanto, localizado em Goiânia.

Segundo a presidente do Recanto dos Pit Bulls, Meibel Veríssimo, diversos interessados já se inscreveram para adotar os cães, entretanto, não foram aprovados no processo. Ela explica que os candidatos passam por um longo processo de avaliação com o objetivo de garantir o bem estar do animal após a adoção. “A maioria não é aprovada porque quer o cão pelo motivo errado, não tem condições de criar”, afirma.

Ela diz que antes de receber o cachorro, o interessado deve cumprir uma série de requisitos. “É avaliado o perfil do adotante, se ele tem uma boa liderança, precisa ter consciência de orçamento e do preconceito existente com a raça. A gente fala que quem tem pit bull vive em saia justa, tem que estar preparado psicologicamente para enfrentar isso, além de saber educar o animal, já que o animal é reflexo do dono”, explica.


Fotos mostram o antes e depois de pit bull resgatado
(Foto: Reprodução/Recanto dos Pit Bulls)
Rafael mora com a esposa, que está grávida de quatro meses, e com uma enteada. Ele afirma que concorda com as exigências do processo aplicado aos candidatos a adoção. “É bom porque você também vê se está realmente preparado. No começa você acha muito legal, adota, mas às vezes arrepende”, diz.

Assim como Guardião, os outros cães que estão aptos a adoção serão entregues castrados, vermifugados, com placa de identificação, vacinados e microchipados. Além disso, é necessário o preenchimento de um termo de adoção e pagamento de taxa de R$ 50, referente ao processo de microchipagem.

Fonte: G1

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