Pular para o conteúdo principal

Cadela cega se recupera com hemodiálise e evita eutanásia

Dono do animal chegou a autorizar o procedimento antes do tratamento.
Unesp de Botucatu é a primeira a oferecer o serviço para a comunidade.


Frida é cega e se recuperou após sessões de hemodiálise
(Foto: Reprodução/TV TEM)
Uma novidade na Faculdade de Veterinária da Unesp de Botucatu (SP) chega como esperança para animais de pequeno porte com problemas renais. O serviço de hemodiálise, oferecido na região em clínicas particulares e a um alto custo, está sendo aberto à comunidade. Dependendo da situação financeira do proprietário, pode ser até de graça.

Apesar de já ser conhecido, o tratamento por meio da hemodiálise em animais só era possível, na maioria dos casos, em clínicas particulares. E cada sessão não sai por menos de R$ 1 mil. O serviço de hemodiálise da Unesp de Botucatu é o primeiro a ser oferecido para a comunidade local no estado de São Paulo. Por enquanto, ele só atende cães e animais de pequeno porte, mas em breve, o objetivo é atender animais de grande porte, como cavalos e vacas.


Frida passa por sessões mensais de hemodiálise
(Foto: Reprodução/TV TEM)
"É uma técnica que favorece a qualidade de vida do animal, prolonga a qualidade de vida do animal e melhora a qualidade. Então, favorece aos animais viverem mais com uma boa qualidade de vida e a atendendo tanto a comunidade e região e também desenvolvendo projetos científicos. As pessoas estão gostando muito. No caso da Frida, o proprietário estava com intenção de fazer eutanásia no animal e a gente deu a sugestão para ele. Hoje o animal tem quase uma vida normal", contou a médica veterinária da Unesp, Priscila Tatiana Guimarães.

Antes do início do tratamento é feita uma entrevista com o dono do animal. A partir de agora, a expectativa é de que mais animais possam ter a vida salva com esse tratamento. A cachorra “Frida” é cega. E para complicar ainda mais, ela tem uma doença renal sem cura. A cadela ficou três semanas sem se alimentar e o dono do animal não tinha mais esperanças que ela pudesse voltar a ser saudável.

"A primeira idéia falei que perdi minha amiga, perdi minha companheira. E como ela estava sofrendo muito pedi para doutora praticar a eutanásia nela. Sei que não é bom, mas eu pedi e ela falou que tudo bem, que era um direito meu, que a cadela não tem mais solução. Só que nós podemos tentar dar uma melhor qualidade de vida para ela, como é feito com doente terminal. E ela sugeriu e foi feito a hemodiálise. Dai começamos, eu ainda fiquei resistente porque não queria que ela sofresse", disse o dono de Frida, o técnico em informático Orivaldo Giraldeli.


Unesp de Botucatu oferece serviço à comunidade
(Foto: Reprodução/TV TEM)
Foram seis sessões de hemodiálise até agora e a cadela já apresentou uma melhora significativa, segundo o dono. "Ela entrou carregada em uma maca e, hoje, sai caminhando, andando, abanando o rabinho, da maneira que ela se comporta em casa naturalmente. A única coisa que relata que ela tem o problema e o cateter no pescoço, mas se não ela ficava normal", afirmou Orivaldo.

Assim como os humanos, os animais também têm doenças e problemas renais que dificultam a ação dos rins. Sem as sessões de hemodiálise, como medida paliativa, o animal teria que ficar recebendo soro para amenizar o sofrimento. "É semelhante ao que é feito em humano. E pode ser usada para lesão renal aguda, intoxicação e envenenamento, remoção de fármacos e líquido. Atualmente estamos desenvolvendo esse projeto com doente renal crônico. E essa técnica pode ser usada tanto em pequenos como em grandes animais", explicou a médica veterinária.

Em menos de dois meses, 30 animais como a Frida passaram por sessões de hemodiálise na faculdade. Orivaldo gasta cerca de R$ 120 por sessão. "Nós temos a Frida como era antes, comendo, brincando. E uma coisa que ela não fazia era comer e agora ela está normal. É gratificante e muito bom", enfatizou o técnico em informática.


Orivaldo passeia com a cadela Frida, recuperada com as sessões
(Foto: Reprodução/TV TEM)





















Fonte: G1

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

'A FAZENDA' THIAGO GAGLIASSO VOLTA A BATER NAS CABRAS - OUTRA PUNIÇÃO

Abaixo trechos onde fica explícito o desprezo, o abuso e o desrespeito pelos animais. Olha uma de suas frases:
- não posso te agredir, mas, posso te agredir verbalmente....
No final da votação, debochando, ele se dirige "aos criadores de cabra" pedindo desculpas e avisa que amanhã teria uma reunião com todas elas.
O diretor do programa disse, em entrevista, que agressão aos animais daria expulsão. O que falta além da confissão do tal participante? Será que é porque o Thiago já veio marcado para ganhar por ser cunhado do auditor do referido programa? Quem falou foi ele mesmo, gente!

Fonte: O Grito do Bicho
Voltar ao Blog do Orion de Sá

ERGONOMIA - CADEIRA DE RODAS PARA CÃES AMIGO

Nir Shalom, um designer industrial israelense, criou esse cadeira de rodas que permite que o cão tenha mais liberdade em seus movimentos, além de mais conforto. Apresentada no mês passado em Milão. A cadeira se encaixa no quadril do cão e permite que ele consiga se deitar, correr e sentar.
Voltar ao Blog do Orion de Sá

DIGA NÃO A LEGALIZAÇÃO DA CAÇA! DIGA NÃO AO RETROCESSO!

Recentemente estamos vivendo no nosso país uma série de retrocessos, que vão contra toda a luta pelos direitos dos animais até hoje. Proibida desde 1967, a caça de animais silvestres na verdade, nunca deixou de existir no Brasil e esse é um dos principais fatores que levam à extinção de várias espécies ameaçadas. Mas um projeto tramita na Câmara dos Deputados prevê a regulamentação do exercício de caça no país. Trata-se do Projeto de Lei 6268/16 de autoria do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), membro da bancada ruralista. O projeto anula a Lei de Proteção à Fauna (Lei 5.197/67), que proíbe o exercício da caça profissional. Defensores do projeto de lei justificam que é preciso conter algumas espécies, pois são consideradas invasoras e oferecem perigos ao ecossistema. O projeto de lei também retira da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98) o agravamento até o triplo da pena de detenção de seis meses a um ano, e multa, por matar, perseguir, caçar, apanhar ou utilizar animais sem licenç…