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Pit bulls ficam cegos após ataque no AM: 'foi um exagero', diz veterinário

Casal de animais foi atacado por facão por homem ao invadir casa.
Fêmea deverá fazer fisioterapia; Polícia Civil acompanha caso.


A pit bull Belinha ficou cega de um olho e se recupera de fraturas
e golpes (Foto: Indiara Bessa/G1 AM)
Belinha e Marrento, cães da raça pit bull atacados a golpes de facão por um servidor público após invadirem a casa da família do homem, na Zona Oeste de Manaus, se recuperam da agressão, sofrida no dia 14 deste mês. A fêmea continua internada em uma clínica veterinária na capital. O macho voltou para casa. Ambos perderam a visão de um dos olhos. O veterinário que cuida do caso acredita que há a possibilidade de Belinha precisar de fisioterapia no futuro. Ela toma remédios para diminuir as dores dos cortes e fraturas que geraram dezenas de pontos em várias partes do corpo.

Mesmo acostumado a atender casos de agressão, acidentes e doenças graves, o estado em que recebeu a fêmea surpreendeu o veterinário Maurício Sansão. "É claro que choca. Nós estamos meio acostumados com casos de animais bem feridos, mas foi atípico, diferente para a rotina da clínica. Todos nós nos envolvemos com o caso", disse o veterinário, que completou: "houve um exagero nas mutilações. Aquilo foi um ponto para extrapolar toda uma raiva e acabou descontando tudo em cima do animal".


Marrento perdeu a visão em um dos olhos após ser
agredido por facão (Foto: Arquivo Pessoal)
A cadela teve diversas lesões pelo corpo, segundo Sansão. "A Belinha ficou muito destruída. Ela teve fratura de crânio, lesão na coluna, fratura de tórax, na cabeça e perfuração de abdômen, além de várias mutilações, várias escoriações", disse ao G1.

Marrento foi o primeiro a ser socorrido após receber os golpes de facão. A responsável pelos pit bulls relatou ao veterinário que acreditava que a cadela estava morta. "O macho veio andando, praticamente, mas com muitas lesões. Ele perdeu um dos olhos. Todas as terçadadas [golpes de facão] foram profundas, todas pararam na coluna. Foram certeiras, profundas, pararam em osso, costela. Foram muito violentas. Primeiramente a mãe da dona trouxe o macho até a clínica e disse que gostaria de enterrar a fêmea, até que percebeu que ela estava respirando", relembra.

A cadela chegou até a clínica, na Zona Oeste de Manaus, em estado gravíssimo. "Belinha estava em estado de coma. Fizemos os protocolos de urgência e emergência, adrenalina, soro, entubamos o animal e colocamos para fazer respiração assistida. Uma vez feito isso, nós fizemos o pedido de bolsa de sangue, e foi direto para o soro. O animal não tinha mais sangue, estava com frequência cardíaca baixa, com hipotermia, com temperatura muito abaixo do normal. Foram três profissionais trabalhando", relatou o veterinário.


Cadela teve coluna afetada pelos golpes de facão (Foto: Indiara Bessa/
G1 AM)
Segundo a autônoma Tabyta Karimy Amazonas, de 28 anos, responsável pelo casal de pit bulls, ambos são dóceis. A fêmea teria sequelas de cinomose. "Essa doença ela teve no passado, mas estava saudável, até então. Ela não é uma cadela violenta. É um animal dócil, e apesar da raça, ela não apresentava risco. Mesmo no estado saudável, ela é uma lady", disse Sansão.

O veterinário acredita que mesmo após receber alta, ela deverá precisar de tratamento. "Belinha tem uma lesão de coluna, que é o mais complicada. Ela se levanta com muita delicadeza, com muita dificuldade. Ela tem um risco, pode voltar para casa, mas ainda tem um risco. Ela está apresentando melhoras, e está me surpreendendo. Por conta dos problemas na coluna, ela vai fazer fisioterapia. Tem todo um protocolo de tratamento pós-cirúrgico e fisioterápico. Se houver necessidade, fazemos o uso disso", explica.

Marrento e Belinha antes de serem atingidos comgolpes de facão
(Foto: Arquivo Pessoal)
Defesa

Ao G1, os familiares do servidor público Renan Agra, de 53 anos, disseram que estão surpresos com a repercussão do caso, que motivou a realização de uma passeata no último sábado (20), em Manaus. Eles afirmaram que os golpes de facão foram desferidos para defender o cão de estimação da família, que teria sido atacado dentro da residência, após os pit bulls terem fugido do local onde são criados.

Protesto

Moradores de Manaus fizeram um protesto contra a violência envolvendo animais na tarde deste sábado (20). O ato foi organizado em repúdio ao caso de um servidor público suspeito de ser responsável por um ataque contra um casal de pit bulls a golpes de facão, no último domingo (14). A passeata ocorreu no bairro São Jorge, Zona Oeste da capital, e foi coordenada por membros do Clube do Pit Bull. O movimento foi pacífico.

A passeata iniciou em uma praça na Avenida São Jorge, em frente ao Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), e percorreu um quarteirão, passando pela rua onde mora o servidor. Manifestantes confeccionaram cartazes e faixas com pedidos de Justiça. Eles contaram com a ajuda de um carro de som.


Manifestantes pediam fim de maus tratos aos animais
(Foto: Indiara Bessa/ G1 AM)

A Polícia Militar (PM), que fazia a guarda no local, tentou impedir que o protesto seguisse até a residência do servidor. No entanto, a passeata seguiu de forma pacífica.

Após chegarem à rua, manifestantes gritavam por justiça. A presidente do Clube do Pit Bull, Andréia Guedes, disse que conseguiu organizar o movimento por meio das redes sociais, e recebeu apoio de pessoas que se comoveram com o caso. "Todas as ONGs de Manaus acabaram se juntando, e também recebemos apoio da Comissão dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Proteção Independente dos animais. Todos juntos por uma causa maior" afirmou.

Organizadores do movimento recolheram doações dos participantes para ajudar no tratamento dos animais feridos. A passeata durou cerca de uma hora e contou com a presença de diversos animais de estimação, que foram levados pelos donos.

Um Boletim de Ocorrência foi registrado pela família responsável pelos animais feridos. O tenente coronel do Batalhão Ambiental da Polícia Militar, Flávio Diniz, afirmou que o estado tem interesse na defesa aos animais, e que o suposto agressor poderá, por determinação da justiça, custear o tratamento dos pit bulls, e em um processo, pegar pena de 3 meses a 1 ano de prisão, havendo aumento de pena se algum dos animais vir a óbito.


Fonte: G1

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