Pular para o conteúdo principal

Projeto de preservação de tartarugas comemora 35 anos com recordes de salvamentos

A tartaruga pente é uma das cinco espécies que vão às praias brasileiras
para se reproduzirem. (Projeto Tamar)
Uma das primeiras organizações de preservação ambiental do Brasil, o Projeto Tamar completa 35 anos de luta pela proteção das tartarugas marinhas com mais um recorde de salvamentos para comemorar. Em 2014, mais de 2 milhões de tartarugas foram entregues ao mar, depois de terem chegado muito perto da extinção nos anos 1980.

O projeto começou com um grupo de estudantes de Oceanografia no final da década de 70. Na época, não existia qualquer trabalho de conscientização sobre os animais que corriam risco de desaparecer da costa brasileira. Em plena época da reprodução nas areias do sudeste e nordeste do Brasil, as tartarugas eram capturadas pelos pescadores, que usavam os cascos dos animais como peças decorativas e consumiam os ovos do animal.

“Se nós não conseguíssemos estancar o problema ali, hoje com certeza nós não teríamos mais a tartaruga marinha se reproduzindo no nosso país”, garante Neca Marcovaldi, uma das fundadoras do Tamar e atual coordenadora de preservação da entidade.

Ao longo dos anos, a organização passou a recrutar pescadores, que fiscalizavam uma área determinada das praias para evitar a destruição dos ovos e a captura das tartarugas. Agora, o Projeto Tamar conta com 1.300 colaboradores, além de avanços tecnológicos que permitem rastrear 35 mil animais – embora apenas 50% voltem a serem vistos um dia.

“Nós começamos literalmente a pé, de jegue, sem nenhuma estrutura. Na época também não havia muita tecnologia de pesquisa sobre as tartarugas marinhas, não apenas no Brasil, como no mundo”, lembra. “Essa parte evoluiu muito, principalmente duas técnicas bastante avançadas: a telemetria por satélite, em que marcamos o animal com um transmissor e o acompanhamos dentro da água, através da emissão de sinais por satélite, e os estudos genéticos.”

Vitória é chegar à reprodução

Hoje, o maior desafio hoje é garantir que os animais cheguem à idade adulta, o que só acontece por volta dos 30 anos de vida. É apenas a partir dos 26 anos, no mínimo, que as cinco espécies que se reproduzem na costa brasileira começam a depositar ovos.

“O que mais nos preocupa é a mortalidade de animais adultos. É uma perda enorme quando morre um animal que demorou quase 30 anos para chegar à reprodução e refazer o ciclo”, lamenta Marcovaldi.

O desenvolvimento costeiro e a pesca industrial são os fatores que mais ameaçam os répteis. O Tamar reivindica a mudança do modelo de anzol utilizado para a pesca, trocando por um menos nocivo para as tartarugas. O uso de redes é ainda mais fatal para a fauna marinha.

“As redes de pesca são um problema seríssimo ao longo da costa. 100% das tartarugas capturadas nas redes são mortas, porque elas precisam respirar na superfície e acabam morrendo afogadas”, explica.

O Projeto Tamar hoje está presente em 23 localidades do país, de Santa Catarina até Alagoas, além da ilha de Fernando de Noronha, em Pernambuco.

Fonte: RFI

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

'A FAZENDA' THIAGO GAGLIASSO VOLTA A BATER NAS CABRAS - OUTRA PUNIÇÃO

Abaixo trechos onde fica explícito o desprezo, o abuso e o desrespeito pelos animais. Olha uma de suas frases:
- não posso te agredir, mas, posso te agredir verbalmente....
No final da votação, debochando, ele se dirige "aos criadores de cabra" pedindo desculpas e avisa que amanhã teria uma reunião com todas elas.
O diretor do programa disse, em entrevista, que agressão aos animais daria expulsão. O que falta além da confissão do tal participante? Será que é porque o Thiago já veio marcado para ganhar por ser cunhado do auditor do referido programa? Quem falou foi ele mesmo, gente!

Fonte: O Grito do Bicho
Voltar ao Blog do Orion de Sá

ERGONOMIA - CADEIRA DE RODAS PARA CÃES AMIGO

Nir Shalom, um designer industrial israelense, criou esse cadeira de rodas que permite que o cão tenha mais liberdade em seus movimentos, além de mais conforto. Apresentada no mês passado em Milão. A cadeira se encaixa no quadril do cão e permite que ele consiga se deitar, correr e sentar.
Voltar ao Blog do Orion de Sá

DIGA NÃO A LEGALIZAÇÃO DA CAÇA! DIGA NÃO AO RETROCESSO!

Recentemente estamos vivendo no nosso país uma série de retrocessos, que vão contra toda a luta pelos direitos dos animais até hoje. Proibida desde 1967, a caça de animais silvestres na verdade, nunca deixou de existir no Brasil e esse é um dos principais fatores que levam à extinção de várias espécies ameaçadas. Mas um projeto tramita na Câmara dos Deputados prevê a regulamentação do exercício de caça no país. Trata-se do Projeto de Lei 6268/16 de autoria do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), membro da bancada ruralista. O projeto anula a Lei de Proteção à Fauna (Lei 5.197/67), que proíbe o exercício da caça profissional. Defensores do projeto de lei justificam que é preciso conter algumas espécies, pois são consideradas invasoras e oferecem perigos ao ecossistema. O projeto de lei também retira da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98) o agravamento até o triplo da pena de detenção de seis meses a um ano, e multa, por matar, perseguir, caçar, apanhar ou utilizar animais sem licenç…