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Projeto de Lei proíbe criação de animais para fazer pele, mas não evita chacina de chinchilas

Antes que o PL seja sancionado, criadores de chinchilas prometem sacrificar 30 mil animais

(Foto: agdas666 / pixabay)
A chinchila é uma das poucas espécies de animais das quais, para fins industriais, só se aproveitam os pelos. Em um criadouro de chinchilas, em Sorocaba, interior de SP, mais de mil animais foram mortos e mais 30 mil podem ser executados nos próximos dias.

A chacina das chinchilas

Peleteiros de SP matam suas criações, prevendo aprovação de projeto de lei que proíbe criar animais para fazer pele

O projeto de lei 616, que proíbe a criação e manutenção de animais com o intuito de usar sua pele, ainda precisa ser aprovado ou vetado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), mas já tem reflexos práticos.

Criadores de chinchila, uma das poucas espécies das quais só se aproveita o pelo, e portanto enquadrada no projeto de lei estadual, começaram a abater animais antes de saber se seu ofício se tornará ilegal.

Uma fazenda de Sorocaba, no interior de SP, afirma ter matado 1.500 fêmeas na quarta (8), quebrando seus pescoços após anestesiá-las. Há a possibilidade de alguns desses animais estarem prenhes, pois a reprodução começou há um mês.

ªTrinta mil chinchilas vão morrer por causa dessa lei, diz Carlos Peres, 70, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Chinchila Lanígera, com 600 membros e um plantel de 50 mil animais em SP.

A afirmação não é para pressionar o governo a barrar o projeto de lei, afirma o peleteiro. "O projeto vai ser aprovado. Acabou para nós."

O escritório da associação, que funcionava no parque da Água Branca, foi esvaziado nesta semana.

Após a morte dos animais, suas peles são guardadas para irem a mercado após uma eventual aprovação da lei. "O preço vai aumentar. Se hoje cada pele custa US$ 60 (cerca de R$ 140), vai dobrar."

Por que não vender os animais como bicho de estimação? "Não tem mercado", diz o presidente da associação. "Eu sei que sou carrasco, sou assassino, me colocam rótulos. Eu gosto de animal. Posso matar chinchila, mas tenho 35 cachorros", diz Peres, que se queixa de não ter sido ouvido para a redação do projeto.

"É muito triste que isso esteja ocorrendo. Mas esses animais estavam sendo criados para serem mortos", diz o deputado estadual Feliciano Filho (PEN), autor da lei.

"Essa atitude é ridícula. É lógico que, para não perder dinheiro, eles vão matar tudo em vez de doar os animais para terem um outro fim", diz Gabriela Toledo, fundadora do Projeto Esperança Animal.

"Quem tem parcela de culpa são as madames. Comprar pele é colaborar com isso", afirma Toledo, que já protestou contra o uso de peles durante uma São Paulo Fashion Week.

O governador tem até 28 de outubro para sancionar a lei ou vetá-la. O governo do Estado diz que não comenta projetos em avaliação.


Fonte: Catraca Livre
           Folha de São Paulo

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